É comum que indivíduos segurados pelo INSS recebam benefícios por incapacidade temporária, como o antigo auxílio-doença, após sofrerem acidentes de trabalho ou outros eventos que comprometam sua saúde.

No entanto, muitos enfrentam desafios quando, após meses de recebimento desse benefício, a perícia médica do INSS determina o fim do auxílio por incapacidade temporária. Isso pode deixar o segurado desamparado, especialmente se ele ficou com sequelas que afetam sua capacidade de trabalho.

Nesse contexto, a legislação prevê o direito ao benefício de auxílio-acidente para aqueles que, mesmo com sequelas, podem continuar trabalhando, mas com redução de sua capacidade laboral em relação ao período anterior ao acidente. O auxílio-acidente é de caráter indenizatório e corresponde a 50% da média dos salários de contribuição do segurado. Além disso, ele pode ser acumulado com a remuneração paga pelo empregador.

É fundamental destacar que esse benefício não tem a finalidade de substituir o salário do segurado, mas sim de compensar as sequelas que impactam suas atividades habituais. A concessão do auxílio-acidente não está vinculada ao cumprimento de carência, contanto que o trabalhador esteja filiado ao INSS na data do evento que ocasionou as sequelas.

Uma característica importante do auxílio-acidente é que o segurado pode continuar trabalhando enquanto o recebe, possibilitando uma fonte adicional de renda. No entanto, é crucial compreender que, se o beneficiário se aposentar, o pagamento do auxílio-acidente será cessado.

Caso um segurado tenha sofrido um acidente, ficado com sequelas e seu pedido de auxílio-acidente tenha sido indeferido administrativamente, é aconselhável procurar a orientação de um advogado especializado. O profissional poderá analisar a viabilidade de requerer o benefício judicialmente, assegurando que todos os valores devidos e não pagos sejam recebidos.

O auxílio-acidente é uma proteção importante para trabalhadores que sofrem sequelas decorrentes de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. Conhecer seus direitos, entender os procedimentos legais e contar com o suporte de profissionais qualificados são passos essenciais para garantir o acesso a esse benefício e a devida compensação diante das limitações provocadas pelas sequelas.

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